Estado tem que ser laico e pronto!

23/06/2020

Pastor Valdemiro e presidente Jair Bolsonaro (Crédito: Marcos Corrêa/PR)
Pastor Valdemiro e presidente Jair Bolsonaro (Crédito: Marcos Corrêa/PR)

O estado precisa ser laico. Isso significa na sua essência que o estado não pode ser influenciado pela religião. Um homem e até um governante pode ter a sua religião e ser fiel a ela, mas um governo não pode. Religião e estado tem que coabitar em uma nação democrática sem jamais se fundir. A religião habita dentro do estado e não contrário.

A ideia de que o estado possa sofrer influência de um ou de outro clero religioso é extremamente perigoso e absolutamente desconfortável para a sua população, mesmo quando essa é 100% pertencente a este clero, algo que você não vai encontrar em lugar nenhum do mundo.

O enredo vendido pelo presidente Jair Bolsonaro e propagandeado por pastores evangélicos de diversos crédulo é repugnante para a democracia brasileira por três motivos: o primeiro que Bolsonaro não é cristão, o segundo que os pastores, que pairam envolta dele, não são confiáveis e o terceiro é que a posição institucional da presidência da república deve respeito a todos as crenças religiosas.

Quando Bolsonaro beneficia as igrejas evangélicas e quando os pastores evangélicos ganham poder na política fica clara e evidente que uma parcela significativa da população, cristãos e religiosos que não são evangélicos, ateus e afins, ficaram desassistidos ou não terão voz. Nenhuma democracia que não permita voz a todos os cidadãos poderá ser considerada justa.

A falácia montada de que Bolsonaro é um defensor do cristianismo, dos bons costumes e da família tradicional esbarra nas suas próprias atitudes, nos seus discursos e na sua postura, que vai contra o que se entende por ser cristão.

Repito Bolsonaro não é cristão! E se mesmo que fosse, deveria separar as suas crenças pessoais e individuais daquelas coletivas sob as quais é responsável pelo cargo que ocupa. O estado tem que ser laico. E ponto final.