Após empate, decisão sobre eleição do MTG vai parar na justiça

13/01/2020

Gilda Galeazzi (de óculos) conseguiu na Justiça impedir a posse de Elenir Winck (de rosa) como presidente do MTG (Foto: Facebook de Gilda Galeazzi / Divulgação)
Gilda Galeazzi (de óculos) conseguiu na Justiça impedir a posse de Elenir Winck (de rosa) como presidente do MTG (Foto: Facebook de Gilda Galeazzi / Divulgação)

Ocorrida no sábado, 11, em Lajeado, a eleição para a presidência do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) foi acompanhada pelo inusitado: as duas chapas inscritas, lideradas por Elenir Winck e Gilda Galeazzi, ficaram empatadas ao final do escrutínio com 530 votos cada. Foram registrados cinco brancos e nulos.

Após o empate a comissão eleitoral deu a vitória para Elenir Winck. No estatuto da entidade, está explicito que em caso de empate o candidato mais velho fica com a vaga. Na interpretação da comissão eleitoral, a regra vale para qualquer integrante da chapa concorrente e não somente para o presidente. Um conselheiro que faz parte da chapa de Winck é o mais velho dentro das duas chapas.

O grupo de Gilda Galeazzi tem uma interpretação diferente, e para ela o critério de desempate deve ser somente dos candidatos à presidente, desconsiderando os demais membros da chapa, assim sendo, a vitória deveria ser de Gilda, já que ela é mais velha que sua oponente.

A justiça acatou um pedido de Gilda e suspendeu a posse de Elenir Winck, que estava prevista para este domingo às 11hs. A justiça é quem vai decidir de fato quem fica com a vaga. O mandato à frente da entidade tradicionalista do Rio Grande do Sul tem duração de um ano.


FONTE: Jornal Província